A Santa Sé anunciou hoje num comunicado (25 de Março) a publicação on-line de documentos pontificios referentes ao período da 2ª Guerra Mundial.
Poderão ser consultados no seguinte endereço:
http://www.vatican.va/archive/actes
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sexta-feira, 26 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Arquivos secretos vaticanos sobre 2ª Guerra Mundial serão publicados

Já em post anterior tinhamos dado notícia do trabalho da fundação «Pave the Way» em torno da investigação histórica do holocausto. A novidade é que, segundo a Zenit, publicará on-line, numa parceria com o ASV, os documentos da Santa Sé relativos à segunda guerra mundial:
«Em breve estará disponível na internet, para acesso gratuito, uma quantidade imensa de documentos da Santa Sé relativos à 2ª Guerra Mundial. A iniciativa acontece em resposta, por parte do Vaticano, a uma petição da Pave the Way Foundation (PTWF) para digitalizar e publicar 5.125 documentos dos Arquivos Secretos Vaticanos, datados entre março de 1939 e maio de 1945.
Gary Krupp, fundador e presidente da Pave the Way Foundation, anunciou oficialmente a Zenit: “As Actes et Documents du Saint Siège relatifs a la Seconde Guerre Mondiale (Atas e Documentos da Santa Sede relativos à 2ª Guerra Mundial) estarão disponíveis em breve para o estudo mundial online, sem custo algum”.Os documentos estarão disponíveis tanto no site da Pave the Way Foundation (www.ptwf.org) como no do Vaticano (www.vatican.va), revela Krupp.
A Pave the Way Foundation é uma organização surgida para eliminar os obstáculos entre religiões, fomentar a cooperação e acabar com o abuso da religião para fins partidaristas. “No desenvolvimento da nossa missão, constatamos que o papado de Pio XII (Eugenio Pacelli) durante a 2ª Guerra Mundial é um motivo de atritos, provocando um impacto em mais de um bilhão de pessoas. A controvérsia se centra em se ele fez o suficiente para prevenir o massacre dos judeus nas mãos dos nazistas”, reconhece Krupp, judeu de Nova York. “Nossa investigação revelou que, cinco anos depois da morte de Pio XII, os serviços secretos soviéticos, o KGB, organizaram um complô para desacreditar seu inimigo, a Igreja Católica, chamado Seat 12. Um truque sujo, que condenou o Papa Pio XII pelo seu ‘silêncio’ durante o Holocausto, baseado na obra de teatro ‘O vigário’, de Rolf Hochhuth, em 1963”, acrescenta o fundador.
O Papa Paulo VI, em 1964, pediu a uma equipe de três historiadores jesuítas – os padres Pierre Blet, Burkhart Schneider e Angelo Martini – que realizasse uma intensa investigação para procurar documentos relevantes dos anos da guerra, na seção não aberta ao público do Arquivo Secreto Vaticano. Poucos anos depois, o sacerdote americano Robert Graham se uniu ao grupo. Aquela investigação foi recolhida nas atas que agora serão publicadas online. O primeiro dos onze volumes foi publicado em 1965; o último, em 1981. “Em 1999, o cardeal Edward Cassidy criou uma comissão especial de acadêmicos judeus e católicos para estudar os documentos conjuntamente. Esta iniciativa fracassou no dia 21 de julho de 2001, pois os professores não eram capazes de ler os idiomas dos numerosos documentos. Publicaram uma lista de 47 perguntas e exigiram a abertura dos arquivos entre os anos 1939 e 1958, apesar de não estarem ainda catalogados”, informa Krupp.
Para abrir todos os documentos relativos à 2ª Guerra Mundial do Arquivo Secreto Vaticano, a Santa Sé precisa terminar sua catalogação: cerca de 16 milhões de documentos.“No cumprimento da nossa missão de divulgar o maior número possível de documentos, para eliminar este obstáculo entre judeus e católicos à luz da verdade documentada, nossa Fundação pediu uma autorização para digitalizar esta coleção e colocá-la à disposição de quem quiser estudá-la.”
Gary Krupp, presidente da Fundação, acrescenta: “Esta iniciativa procura simplesmente mostrar com clareza os esforços de Pio XII para mitigar o sofrimento de tantas pessoas durante a guerra; e mostrar que a ‘lenda negra’ que sujou seu nome simplesmente não é verdadeira”. “Este acesso que estamos oferecendo não pretende substituir o pleno acesso aos arquivos da 2ª Guerra Mundial, mas mostrará, de maneira única, os esforços de Pio XII e os perigos que ele enfrentou sob a ameaça direta do regime nazista”, indica o fundador.“Os arquivos secretos vaticanos concernentes até 1939, que foram abertos há dois anos e que mostram 65% do ministério de Pacelli, foram ironicamente ignorados pelos críticos que exigiram sua abertura durante anos”, acrescenta Krupp.
A Pave the Way Foundation agradece à Secretaria de Estado e à Livraria Editora Vaticana pela sua “confiança em nós, ao permitir-nos este privilégio sem precedentes”.“Esperamos sinceramente que os historiadores internacionais estudem com muita atenção estes documentos. Calculamos que a digitalização destas mais de 9 mil páginas leve cerca de quatro semanas e, quando terminarmos, publicaremos tudo na internet”.“Enquanto isso, já temos online (www.ptwf.org) milhares de documentos e vídeos de testemunhas para o estudo.”
“Pedimos que os investigadores franceses, italianos e alemães nos ajudem a traduzir documentos para o inglês e enviem este trabalho à Pave the Way Foundation, para que coloquemos a informação ao alcance do maior número possível de acadêmicos, para o estudo. Também gostaríamos de receber todo tipo de comentários, positivos ou negativos, sobre o conteúdo destes documentos”, conclui Krupp.»
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Vaticano acredita que os Arquivos Secretos vão ilibar Pio XII

De acordo com declarações de D. Sergio Pagano (na foto), prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano (A.S.V.), os arquivos do Vaticano sobre Pio XII vão livrá-lo das acusações de ter feito vista grossa ao Holocausto. À margem de um briefing sobre a nova edição dos documentos do processo de Galileu referiu aos jornalistas que Pio XII "foi um grande Papa e, como se sabe, é atacado pelo seu suposto silêncio sobre a Shoah" Referiu ainda que "fez muitas coisas pelos judeus e pelos prisioneiros na II Guerra Mundial" o que levará a haver "algumas surpresas agradáveis no que se refere aos judeus".
Segundo o responsável do A.S.V., 20 arquivistas estão a trabalhar a tempo inteiro, em milhões de páginas de documentos dispersos por mais de 15 mil lotes, apenas produzidos no pontificado de Pio XII. O prefeito do A.S.V. declarou que ainda faltam mais cinco ou seis anos de trabalho para preparar e catalogar os arquivos, acrescentando que, do seu ponto de vista, eles deveriam ser abertos a qualquer pessoa: "Pio XII assumiu grandes riscos, mesmo grandes riscos pessoais para salvar judeus. Não posso dizer mais agora, mas quem desejar abrir os olhos poderá fazê-lo dentro de cinco ou seis anos", concluiu.
Segundo o responsável do A.S.V., 20 arquivistas estão a trabalhar a tempo inteiro, em milhões de páginas de documentos dispersos por mais de 15 mil lotes, apenas produzidos no pontificado de Pio XII. O prefeito do A.S.V. declarou que ainda faltam mais cinco ou seis anos de trabalho para preparar e catalogar os arquivos, acrescentando que, do seu ponto de vista, eles deveriam ser abertos a qualquer pessoa: "Pio XII assumiu grandes riscos, mesmo grandes riscos pessoais para salvar judeus. Não posso dizer mais agora, mas quem desejar abrir os olhos poderá fazê-lo dentro de cinco ou seis anos", concluiu.
Com Agência Ecclesia
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Papa Pio XII e o Holocausto
A fundação norte-americana "Pave the Way", presidida pelo judeu Gary Krupp, revelou novos documentos que comprovam a acção do Papa Pio XII em favor do povo judeu.As revelações são sustentadas por documentação inédita que os investigadores da "Pave the Way" descobriram em Itália e na Alemanha. Um dos factos mais significativos tem a ver com a ordem de prisão que foi emitida para os judeus de Roma em 1943. Os nazis previam deter oito mil pessoas, que seriam enviadas para o campo de trabalho de Mauthausen. O Papa terá tido intervenção directa, dando ordens para que os mosteiros e os conventos da cidade suspendessem as suas regras, permitindo assim que homens se pudessem esconder nos conventos e mulheres nos mosteiros.
A documentação encontrada pela "Pave The Way" pode ser consultada através do seu site:
http://www.ptwf.org/Projects/Education/PPXII%20Document%20Page%20.htm
Com Agência Ecclesia
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Papa Pio XII e a Shoá

Segundo o Público de hoje (notícia abaixo), 12 de Maio de 2009, o Papa Bento XVI terá ordenado o acelarar do tratamento arquivístico das fontes documentais do Pontificado de Pio XII.
Acusado por algumas facções de não ter tomado posição face ao holocausto, a abertura deste espólio à comunidade científica, poderá clarificar a posição e actuação do Pontífice.
Ordem para acelerar tratamento dos arquivos sobre Pio XII
12.05.2009
Bento XVI deu ordens expressas para acelerar a catalogação dos arquivos do Vaticano II sobre Pio XII, que liderou a Igreja Católica durante a II Guerra e cujo papel na época é objecto de controvérsia. A revelação de novos documentos pode entretanto mudar a perspectiva de um Papa Pacelli silencioso perante o Holocausto, admitem responsáveis do Yad Vashem. A notícia da catalogação foi dada ao PÚBLICO por Yael Orvietto, historiadora do Yad Vashem. O problema da abertura e tratamento dos arquivos da época tem sido colocado em questão por vários historiadores - incluindo da área católica. "Quando se abrirem, a questão poderá ser encarada de outra maneira", diz Orvietto. Quinta-feira, o director do Yad Vashem afirmou que a instituição recebera documentos do Vaticano que poderiam alterar a percepção comum de um Pio XII silencioso sobre o Holocausto. Citado pela AFP, Avner Shalev referiu documentos que mostram ordens do Papa a um convento para acolher judeus perseguidos. Se estes "virem a luz do dia, isso fornecerá uma nova luz" e poderá levar a uma "profunda mudança da nossa percepção" do papel de Pio XII, afirmou. Um congresso em Roma, em 2006, concluíra já que pelo menos 4300 pessoas foram salvas depois de se refugiarem em 133 casas católicas, obedecendo a instruções de Pio XII. "A Santa Sé encorajou o acolhimento dos judeus e a maioria das casas abriu as portas perante esta absurda injustiça", afirmara a religiosa e historiadora Grazia Lopaco.No Museu Histórico do Yad Vashem, mantém-se a referência ao papel ambíguo de Pio XII durante a Shoah. "Reflecte o estado da pesquisa até há poucos anos", explica Yael Orvietto.A historiadora do Yad Vashem destaca o actual bom momento de relações entre o Memorial do Holocausto e o Vaticano. "O processo de diálogo tem permitido fazer novos aprofundamentos para nos avizinharmos cada vez mais da verdade histórica. Pio XII é uma figura controversa e falta rever e analisar muitos aspectos."Catalogar os arquivos abertos pode levar dois a cinco anos, admite Orvietto. "Será uma pesquisa extremamente importante." Para a historiadora, é crucial aprofundar o que Pio XII fez e avaliar historicamente se a sua estratégia terá sido a mais adequada. Mas "muitas perguntas permanecerão."No Yad Vashem, mais de 7500 árvores recordam os nomes dos "justos" que ajudaram a salvar judeus. E o de Pio XII poderá um dia ser acrescentado nesse jardim? "Se houver apresentadas provas para isso, com certeza que seria pensado", admite Orvietto. Mas é prematura, para já, uma resposta definitiva à pergunta. A.M.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Arquivos do Vaticano sobre período nazi continuam fechados

De acordo com o Diário de Notícias de hoje (31-10-2008) o Papa Bento XVI estuda a possibilidade de abrir aos investigadores do Arquivo Secreto do Vaticano (A.S.V.) os fundos arquivísticos do Pontificado de Pio XII dentro de seis a sete anos.
Conforme notícia apurada na Agência Ecclesia, na audiência pontifícia desta Quinta-feira, entre o Papa e o Comité Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas, o Rabino David Rosen voltou a insistir para que os estudiosos tenham acesso aos documentos relativos ao período nazi.
A esse propósito, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé precisou, que “é preciso compreender bem o que tal abertura comporta em termos de trabalhos de preparação” e afirmou que o princípio seguido é o de abrir aos estudiosos os documentos “pontificado a pontificado”. Até ao momento, o A.S.V. tem fundos abertos do Pontificado de Pio XI (até 1939), facto que ocorreu em 2006.
Refere ainda o P. Lombardi que a abertura dos arquivos compreende todo o trabalho de organização, classificação e descrição, “o que requer pessoas especializadas, que realizem um trabalho longo e paciente”, “um trabalho que levaria cerca de seis a sete anos”.
Com Agência Ecclesia. Apud. Redacção/Rádio Vaticano.
A esse propósito, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé precisou, que “é preciso compreender bem o que tal abertura comporta em termos de trabalhos de preparação” e afirmou que o princípio seguido é o de abrir aos estudiosos os documentos “pontificado a pontificado”. Até ao momento, o A.S.V. tem fundos abertos do Pontificado de Pio XI (até 1939), facto que ocorreu em 2006.
Refere ainda o P. Lombardi que a abertura dos arquivos compreende todo o trabalho de organização, classificação e descrição, “o que requer pessoas especializadas, que realizem um trabalho longo e paciente”, “um trabalho que levaria cerca de seis a sete anos”.
Com Agência Ecclesia. Apud. Redacção/Rádio Vaticano.
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