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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Conservar e salvaguardar o Património Cultural

Nos dias 29 e 30 deste mês realizar-se-ão as II Jornadas da ARP - Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal - sobre tratamentos de Conservação e Restauro e intituladas «A Prática da Teoria». Esta iniciativa será no auditório do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Têm como objectivo debater o papel do conservador-restaurador no estudo e salvaguarda do Património Cultural e divulgar e discutir teorias, metodologias e tratamentos de Conservação e Restauro efectuados por sócios da ARP.
Os principais destinatários das jornadas são os sócios da ARP, conservadores-restauradores, historiadores da Arte, museólogos, profissionais ligados ao Património Cultural e estudantes.
Para mais informações, consulta do programa e ficha de inscrição em http://www.arp.org.pt/

Redacção: Agência Ecclesia

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Bispos em Sínodo, as parábolas da arte e as incúrias para com o património documental da igreja

Dom Friedhelm Hofmann, bispo de Würzburg-Alemanha, destacou sábado passado à assembleia do Sínodo dos Bispos reunida em Roma desde 5 de Outubro, que a cultura cristã é uma forma privilegiada de incidência na sociedade. Segundo o prelado, «a revelação de Deus não se limita à Palavra de Deus na Bíblia. Acontece também na natureza e na cultura». Num contexto em que é necessário explicar novamente a cultura cristã, a arte deve voltar a ter um lugar de destaque. Citando a matriz cultural cristã da Europa e a herança cultural legada pela igreja enquanto testemunhos de fé, evidenciou as arquitecturas extraordinárias, obras de arte figurativas, musicais e literárias.

Neste contexto, apetece chamar a atenção da hierarquia católica para a importância do património documental. Se o documento, muitas vezes em si mesmo , não encerra uma dimensão estética imediata, constitui-se elemento fundamental para perceber a acção evangelizadora, revolucionária e bela da mensagem de Cristo. Fundamental para a construção da memória histórica e para a identidade das comunidades eclesiais, o património documental, enquanto repositório das fontes do desenvolvimento histórico das comunidades cristãs, é memória viva dessa dimensão estética que é, por excelência, a vida. Perceba-se o desmazelo e incúria para com as provas documentais da acção do Espírito Santo?!
Na realidade, tendo em conta o estado em que se encontram, muitas vezes, os depósitos dos arquivos religiosos, o mais desprovido de cultura teológica poderá pensar que o Espírito Santo é aquela pomba estúpida que Alberto Caeiro descreve como estando sempre a coçar-se com o bico e a sujar as cadeiras (digo, os manuscritos), empoleirando-se.