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terça-feira, 5 de julho de 2011

História: Documentos do Arquivo Secreto do Vaticano sobre Portugal revelam «realidade nua e crua da Igreja»




Três mil páginas desvendam investigação referente à expansão portuguesa no Brasil, Oriente, costa de África e ilhas atlânticas



«'Lux in Arcana’ – O Arquivo Secreto do Vaticano revela-se».


Cidade do Vaticano, 04 jul 2011 (Ecclesia) – O Vaticano vai apresentar esta terça-feira, em conferência de imprensa, a mostra «'Lux in Arcana’ – O Arquivo Secreto do Vaticano revela-se».

Os cardeais Tarcisio Bertone e Raffaele Farina, respetivamente secretário de Estado e bibliotecário do Vaticano, vão estar diante dos jornalistas, juntamente com D. Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto e Giovanni Alemanno, presidente do município de Roma.

O arquivo tem um site próprio, www.archiviosegretovaticano.va, no qual é possível encontrar parte do espólio com mais de mil anos.

Ao longo de 85 quilómetros de estantes, distribuem-se mais de 630 fundos de arquivos diferentes.

O arquivo, nos moldes em que existe, nasceu por iniciativa de Paulo V, por volta de 1610, se bem que a sua história recue nos séculos, dado ter nascido, desde cedo, a tradição de os Papas guardarem a documentação que se referia ao exercício da sua própria atividade.

O documento mais antigo conservado no Vaticano é o famoso “Liber Diurnus Romanorum Pontificum”, livro de fórmulas da chancelaria pontifícia do século VIII.

OC in Agência Ecclesia http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=86400 e http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=86434


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Arquivos secretos vaticanos sobre 2ª Guerra Mundial serão publicados


Já em post anterior tinhamos dado notícia do trabalho da fundação «Pave the Way» em torno da investigação histórica do holocausto. A novidade é que, segundo a Zenit, publicará on-line, numa parceria com o ASV, os documentos da Santa Sé relativos à segunda guerra mundial:


«Em breve estará disponível na internet, para acesso gratuito, uma quantidade imensa de documentos da Santa Sé relativos à 2ª Guerra Mundial. A iniciativa acontece em resposta, por parte do Vaticano, a uma petição da Pave the Way Foundation (PTWF) para digitalizar e publicar 5.125 documentos dos Arquivos Secretos Vaticanos, datados entre março de 1939 e maio de 1945.

Gary Krupp, fundador e presidente da Pave the Way Foundation, anunciou oficialmente a Zenit: “As Actes et Documents du Saint Siège relatifs a la Seconde Guerre Mondiale (Atas e Documentos da Santa Sede relativos à 2ª Guerra Mundial) estarão disponíveis em breve para o estudo mundial online, sem custo algum”.Os documentos estarão disponíveis tanto no site da Pave the Way Foundation (www.ptwf.org) como no do Vaticano (www.vatican.va), revela Krupp.

A Pave the Way Foundation é uma organização surgida para eliminar os obstáculos entre religiões, fomentar a cooperação e acabar com o abuso da religião para fins partidaristas. “No desenvolvimento da nossa missão, constatamos que o papado de Pio XII (Eugenio Pacelli) durante a 2ª Guerra Mundial é um motivo de atritos, provocando um impacto em mais de um bilhão de pessoas. A controvérsia se centra em se ele fez o suficiente para prevenir o massacre dos judeus nas mãos dos nazistas”, reconhece Krupp, judeu de Nova York. “Nossa investigação revelou que, cinco anos depois da morte de Pio XII, os serviços secretos soviéticos, o KGB, organizaram um complô para desacreditar seu inimigo, a Igreja Católica, chamado Seat 12. Um truque sujo, que condenou o Papa Pio XII pelo seu ‘silêncio’ durante o Holocausto, baseado na obra de teatro ‘O vigário’, de Rolf Hochhuth, em 1963”, acrescenta o fundador.

O Papa Paulo VI, em 1964, pediu a uma equipe de três historiadores jesuítas – os padres Pierre Blet, Burkhart Schneider e Angelo Martini – que realizasse uma intensa investigação para procurar documentos relevantes dos anos da guerra, na seção não aberta ao público do Arquivo Secreto Vaticano. Poucos anos depois, o sacerdote americano Robert Graham se uniu ao grupo. Aquela investigação foi recolhida nas atas que agora serão publicadas online. O primeiro dos onze volumes foi publicado em 1965; o último, em 1981. “Em 1999, o cardeal Edward Cassidy criou uma comissão especial de acadêmicos judeus e católicos para estudar os documentos conjuntamente. Esta iniciativa fracassou no dia 21 de julho de 2001, pois os professores não eram capazes de ler os idiomas dos numerosos documentos. Publicaram uma lista de 47 perguntas e exigiram a abertura dos arquivos entre os anos 1939 e 1958, apesar de não estarem ainda catalogados”, informa Krupp.

Para abrir todos os documentos relativos à 2ª Guerra Mundial do Arquivo Secreto Vaticano, a Santa Sé precisa terminar sua catalogação: cerca de 16 milhões de documentos.“No cumprimento da nossa missão de divulgar o maior número possível de documentos, para eliminar este obstáculo entre judeus e católicos à luz da verdade documentada, nossa Fundação pediu uma autorização para digitalizar esta coleção e colocá-la à disposição de quem quiser estudá-la.”

Gary Krupp, presidente da Fundação, acrescenta: “Esta iniciativa procura simplesmente mostrar com clareza os esforços de Pio XII para mitigar o sofrimento de tantas pessoas durante a guerra; e mostrar que a ‘lenda negra’ que sujou seu nome simplesmente não é verdadeira”. “Este acesso que estamos oferecendo não pretende substituir o pleno acesso aos arquivos da 2ª Guerra Mundial, mas mostrará, de maneira única, os esforços de Pio XII e os perigos que ele enfrentou sob a ameaça direta do regime nazista”, indica o fundador.“Os arquivos secretos vaticanos concernentes até 1939, que foram abertos há dois anos e que mostram 65% do ministério de Pacelli, foram ironicamente ignorados pelos críticos que exigiram sua abertura durante anos”, acrescenta Krupp.

A Pave the Way Foundation agradece à Secretaria de Estado e à Livraria Editora Vaticana pela sua “confiança em nós, ao permitir-nos este privilégio sem precedentes”.“Esperamos sinceramente que os historiadores internacionais estudem com muita atenção estes documentos. Calculamos que a digitalização destas mais de 9 mil páginas leve cerca de quatro semanas e, quando terminarmos, publicaremos tudo na internet”.“Enquanto isso, já temos online (www.ptwf.org) milhares de documentos e vídeos de testemunhas para o estudo.”

“Pedimos que os investigadores franceses, italianos e alemães nos ajudem a traduzir documentos para o inglês e enviem este trabalho à Pave the Way Foundation, para que coloquemos a informação ao alcance do maior número possível de acadêmicos, para o estudo. Também gostaríamos de receber todo tipo de comentários, positivos ou negativos, sobre o conteúdo destes documentos”, conclui Krupp.»

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vaticano acredita que os Arquivos Secretos vão ilibar Pio XII


De acordo com declarações de D. Sergio Pagano (na foto), prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano (A.S.V.), os arquivos do Vaticano sobre Pio XII vão livrá-lo das acusações de ter feito vista grossa ao Holocausto. À margem de um briefing sobre a nova edição dos documentos do processo de Galileu referiu aos jornalistas que Pio XII "foi um grande Papa e, como se sabe, é atacado pelo seu suposto silêncio sobre a Shoah" Referiu ainda que "fez muitas coisas pelos judeus e pelos prisioneiros na II Guerra Mundial" o que levará a haver "algumas surpresas agradáveis no que se refere aos judeus".
Segundo o responsável do A.S.V., 20 arquivistas estão a trabalhar a tempo inteiro, em milhões de páginas de documentos dispersos por mais de 15 mil lotes, apenas produzidos no pontificado de Pio XII. O prefeito do A.S.V. declarou que ainda faltam mais cinco ou seis anos de trabalho para preparar e catalogar os arquivos, acrescentando que, do seu ponto de vista, eles deveriam ser abertos a qualquer pessoa: "Pio XII assumiu grandes riscos, mesmo grandes riscos pessoais para salvar judeus. Não posso dizer mais agora, mas quem desejar abrir os olhos poderá fazê-lo dentro de cinco ou seis anos", concluiu.


Com Agência Ecclesia

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Arquivo secreto do Vaticano publica pedido de divórcio de Henrique VIII


O Arquivo Secreto do Vaticano publicou 199 cópias da carta de 1530 em que nobres e religiosos ingleses pedem ao papa para anular o casamento do rei inglês Henrique VIII com Catarina de Aragão para que ele pudesse se casar com Ana Bolena. O documento original, arquivado no Vaticano com o nome de "Causa Anglica - O atribulado caso matrimonial de Henrique VIII", contribuiu para desencadear o cisma entre a Igreja Anglicana e a Igreja Católica.
O lançamento oficial das cópias do documento ocorreu ontem, durante as comemorações dos 500 anos da ascensão de Henrique VIII ao trono da Inglaterra.
Os fac-similes serão vendidos a museus, institutos de cultura e colecionadores privados e segundo o diretor do Arquivo Secreto do Vaticano, monsenhor Sergio Pagano, o dinheiro arrecadado com as vendas vai ser usado para restaurar parte do acervo da instituição, um dos mais ricos do mundo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Nova edição dos documentos vaticanos sobre procedimento contra Galileu


O Arquivo Secreto Vaticano publicará uma nova edição dos documentos do Vaticano sobre o procedimento contra Galileu, no final deste mês de junho. Esta contribuição decisiva na celebração do Ano Internacional da Astronomia esteve a cargo do prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, o bispo Sergio Pagano, segundo informa a edição italiana diária de L’Osservatore Romano desta sexta-feira. A nova edição está determinada pelo maior conhecimento dos personagens que intervieram no processo ao astrônomo, segundo Dom Pagano, “todos especificados nas notas e muitos deles inquisidores”. Incorpora, além de todas as cartas do processo, 20 novos documentos encontrados no Santo Ofício desde 1991, comentários críticos a vários documentos que requerem uma edição fiel à original e uma ampla introdução histórica sobre as circunstâncias que levaram à instrução e desenvolvimento do processo. A nova edição do volume I dos documentos vaticanos do processo de Galileu Galilei tem 550 páginas e 1.300 notas. Com relação ao processo contra Galileu, Dom Pagano opina que “a atitude dos teólogos podia ter sido mais compreensiva e flexível”. “Entendendo que os tempos históricos não eram suficientemente maduros para receber as pesquisas científicas do grande estudioso de Pisa, é inegável que neste assunto foram cometidos diversos erros, também por parte do próprio Galileu”, declarou. O bispo explicou que em uma cultura dominada pela visão ptolomaica, que considera que a terra é o centro do universo, o sistema copernicano “vinha contradizer sistematicamente a Escritura, então letra sem interpretação”. Dom Pagano também destacou a “firme e resoluta decisão de Urbano VIII de querer o processo e a condenação confiando as cartas e os estudos de Galileu ao crivo de estudos limitados e nem sempre à altura”. “Entre os jesuítas – que permaneceram fora do processo – não teriam faltado atitudes dispostas a ser mais indulgentes com os estudos do astrônomo de Pisa”, acrescentou. O Papa João Paulo II reconheceu os erros da Igreja no processo de Galileu em 31 de outubro de 1992, em um discurso aos membros da Pontifícia Academia das Ciências. “Como a maioria de seus adversários, Galileu não distingue entre a aproximação científica dos fenômenos naturais e a reflexão filosófica sobre a natureza, que é o que se requer normalmente”, recordava então o pontífice. “Por isso, ele rejeitou a sugestão de apresentar como uma hipótese o sistema de Copérnico até que não fosse confirmado com provas irrefutáveis – destaca o Papa. Aquela medida era uma exigência do método experimental do qual ele foi o genial iniciador.”E explica: “o problema que os teólogos da época encontraram era a compatibilidade entre o heliocentrismo e a Escritura”. “Desta maneira, a ciência nova, com seus métodos e liberdade de investigação, obrigou os teólogos a interrogar-se sobre seu critério de interpretação – prosseguia. A maior parte não sabia fazê-lo.”E acrescentava: “Paradoxalmente, Galileu, crente sincero, mostrou-se neste ponto mais perspicaz que seus adversários teológicos”.


Redacção: Zenit

terça-feira, 12 de maio de 2009

Papa Pio XII e a Shoá


Segundo o Público de hoje (notícia abaixo), 12 de Maio de 2009, o Papa Bento XVI terá ordenado o acelarar do tratamento arquivístico das fontes documentais do Pontificado de Pio XII.
Acusado por algumas facções de não ter tomado posição face ao holocausto, a abertura deste espólio à comunidade científica, poderá clarificar a posição e actuação do Pontífice.

Ordem para acelerar tratamento dos arquivos sobre Pio XII
12.05.2009
Bento XVI deu ordens expressas para acelerar a catalogação dos arquivos do Vaticano II sobre Pio XII, que liderou a Igreja Católica durante a II Guerra e cujo papel na época é objecto de controvérsia. A revelação de novos documentos pode entretanto mudar a perspectiva de um Papa Pacelli silencioso perante o Holocausto, admitem responsáveis do Yad Vashem. A notícia da catalogação foi dada ao PÚBLICO por Yael Orvietto, historiadora do Yad Vashem. O problema da abertura e tratamento dos arquivos da época tem sido colocado em questão por vários historiadores - incluindo da área católica. "Quando se abrirem, a questão poderá ser encarada de outra maneira", diz Orvietto. Quinta-feira, o director do Yad Vashem afirmou que a instituição recebera documentos do Vaticano que poderiam alterar a percepção comum de um Pio XII silencioso sobre o Holocausto. Citado pela AFP, Avner Shalev referiu documentos que mostram ordens do Papa a um convento para acolher judeus perseguidos. Se estes "virem a luz do dia, isso fornecerá uma nova luz" e poderá levar a uma "profunda mudança da nossa percepção" do papel de Pio XII, afirmou. Um congresso em Roma, em 2006, concluíra já que pelo menos 4300 pessoas foram salvas depois de se refugiarem em 133 casas católicas, obedecendo a instruções de Pio XII. "A Santa Sé encorajou o acolhimento dos judeus e a maioria das casas abriu as portas perante esta absurda injustiça", afirmara a religiosa e historiadora Grazia Lopaco.No Museu Histórico do Yad Vashem, mantém-se a referência ao papel ambíguo de Pio XII durante a Shoah. "Reflecte o estado da pesquisa até há poucos anos", explica Yael Orvietto.A historiadora do Yad Vashem destaca o actual bom momento de relações entre o Memorial do Holocausto e o Vaticano. "O processo de diálogo tem permitido fazer novos aprofundamentos para nos avizinharmos cada vez mais da verdade histórica. Pio XII é uma figura controversa e falta rever e analisar muitos aspectos."Catalogar os arquivos abertos pode levar dois a cinco anos, admite Orvietto. "Será uma pesquisa extremamente importante." Para a historiadora, é crucial aprofundar o que Pio XII fez e avaliar historicamente se a sua estratégia terá sido a mais adequada. Mas "muitas perguntas permanecerão."No Yad Vashem, mais de 7500 árvores recordam os nomes dos "justos" que ajudaram a salvar judeus. E o de Pio XII poderá um dia ser acrescentado nesse jardim? "Se houver apresentadas provas para isso, com certeza que seria pensado", admite Orvietto. Mas é prematura, para já, uma resposta definitiva à pergunta. A.M.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vaticano e Israel editam catálogo com manuscritos em hebraico

A Santa Sé e Israel vão apresentar no próximo dia 30 de Janeiro um catálogo que contém os manuscritos do Vaticano em hebraico.
Editado pela Biblioteca do Vaticano, o «Hebrew Manuscripts in the Vatican Library: Catalogue» (Manuscritos Hebreus na Libraria Vaticana: Catálogo), possui cerca de 800 secções, distribuídas em 11 volumes de manuscritos.
Segundo um comunicado oficial feito pela Biblioteca Vaticana e pela Embaixada de Israel junto da Santa Sé, vão estar presentes na cerimónia de apresentação do catálogo o arquivista e bibliotecário da Igreja Romana, o Cardeal Renato Farina, o embaixador de Israel no Vaticano, Mordechai Lewy, e diversos estudiosos italianos e israelitas.

FONTE: Agência Ecclesia

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Estatísticas do Arquivo Secreto do Vaticano reflectem uma maior procura


O Bispo Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano, revela no jornal L’Osservatore Romano que com a abertura em Setembro de 2006 dos documentos relativos ao Papa Pio XI (1922-1939), o interesse nos documentos do arquivo disparou significativamente.
Nos anos de 2006-2007 foram concedidos 1466 autorizações de acesso, para um total de 13 460 presenças na sala de estudo, ou seja, uma média de 60 pessoas por dia. O pico (final de 2006 e Junho-Julho de 2007) das visitas chegou a levar 80 investigadores diariamente aos Arquivos do Vaticano.
Como ponto de comparação, refira-se que entre 2004 e 2005 foram concedidas 1270 permissões, que levaram 9689 estudiosos e uma média de 40 pessoas por dia às salas onde ficam os arquivos.
Muita da procura deve-se à documentação relativa ao período que antecedeu a II Guerra Mundial, em especial a que diz respeito a Eugenio Pacelli, que viria a ser o Papa Pio XII.
D. Sergio Pagano acrescentou que, entre 2005 e 2006, foram pedidas 22 860 autorizações para a consulta de documentos, número que aumento para 27 930 em seguida, um aumento de mais de 22%.



FONTE: Agência Ecclesia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Obras do Arquivo Secreto Vaticano em Nova Iorque


Uma colecção de reproduções de obras do Arquivo Secreto do Vaticano, da Biblioteca Apostólica e dos Museus Vaticanos estará exposta no Instituto Italiano de Cultura de Nova Iorque, até ao dia 7 de Janeiro. É a primeira vez que tal acontece fora do Vaticano.

A coleção “Codex Facsimiles”, realizada pela sociedade Scrinium, foi levada ao Instituto de Cultura com o patrocínio do Ministério dos Bens e Actividades Culturais e da Fundação para os Bens e as Actividades Artísticas da Igreja.

Entre as obras expostas, destaca-se o fac-símile do “Processus contra Templários”, uma edição inédita dos autos integrais do antigo processo aos Templários, cujos originais em pergaminho são conservados no Arquivo Secreto do Vaticano.

As reproduções expostas em Nova Iorque compreendem a colecção de 26 “Códigos fac-símiles” da Biblioteca Apostólica do Vaticano, dois Mapas do século XV, a colecção “Exemplaria Preatiosa” do Arquivo Secreto do Vaticano e a coleção “Exemplaria Perfecta” dos Museus Vaticanos.

O projeto “Codex Facsimiles” nasceu por vontade do Papa Paulo VI e foi realizado por João Paulo II, em 1982, com o desejo de “fazer conhecer ao mundo tesouros de sabedoria e de beleza”.

FONTE: Agência Ecclesia. Apud. Rádio Vaticano

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Arquivos do Vaticano sobre período nazi continuam fechados


De acordo com o Diário de Notícias de hoje (31-10-2008) o Papa Bento XVI estuda a possibilidade de abrir aos investigadores do Arquivo Secreto do Vaticano (A.S.V.) os fundos arquivísticos do Pontificado de Pio XII dentro de seis a sete anos.

Conforme notícia apurada na Agência Ecclesia, na audiência pontifícia desta Quinta-feira, entre o Papa e o Comité Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas, o Rabino David Rosen voltou a insistir para que os estudiosos tenham acesso aos documentos relativos ao período nazi.
A esse propósito, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé precisou, que “é preciso compreender bem o que tal abertura comporta em termos de trabalhos de preparação” e afirmou que o princípio seguido é o de abrir aos estudiosos os documentos “pontificado a pontificado”. Até ao momento, o A.S.V. tem fundos abertos do Pontificado de Pio XI (até 1939), facto que ocorreu em 2006.
Refere ainda o P. Lombardi que a abertura dos arquivos compreende todo o trabalho de organização, classificação e descrição, “o que requer pessoas especializadas, que realizem um trabalho longo e paciente”, “um trabalho que levaria cerca de seis a sete anos”.

Com Agência Ecclesia. Apud. Redacção/Rádio Vaticano.